Fundação INATEL no evento Viseu Inclusivo 2026: «Estamos a viver mais, mas queremos viver melhor»

A Vice-Presidente da Fundação INATEL, Eduarda Marques, marcou presença no evento «Viseu Inclusivo 2026» para debater as respostas ao envelhecimento demográfico, destacando o projeto Longevidade+ como pilar de autonomia, inclusão e participação social.

No dia 16 de outubro de 2026, o Mercado 2 de Maio, em Viseu, acolheu o evento Viseu Inclusivo 2026. Eduarda Marques, Vice-Presidente da Fundação INATEL, participou como oradora no 2.º Painel da iniciativa, dedicado ao tema “Como estamos a responder ao envelhecimento”.

A intervenção reforçou a relação próxima da Fundação INATEL com o concelho, recordando que Viseu foi o palco da primeira grande ação nacional do programa Longevidade+, com a realização da Festa da Longevidade a 12 de setembro no Parque Aquilino Ribeiro.

O Retrato Demográfico e o Desafio da Vida Saudável

Durante o painel, Eduarda Marques apresentou a ideia-força que orienta a atuação da Fundação INATEL: «estamos a viver mais, mas queremos viver melhor». A Vice-Presidente enquadrou a longevidade como uma conquista coletiva, sublinhando que o grande desafio atual passa por converter mais anos de vida em mais anos vividos com saúde, autonomia e participação ativa.

A fundamentar esta urgência, foram partilhados dados estatísticos sobre a realidade nacional:

  • Envelhecimento acelerado: Em 2024, as pessoas com 65 ou mais anos representavam cerca de 24,3% da população residente em Portugal, registando-se um índice de 192,4 idosos por cada 100 jovens.
  • Assimetria territorial: O interior e a região Centro apresentam indicadores de envelhecimento particularmente acentuados.
  • Perda de anos saudáveis: Embora a esperança de vida aos 65 anos ronde os 20 anos, a expectativa de vida com saúde cai cerca de 15 anos nas mulheres e 10 nos homens. Cerca de 55,8% da população idosa reporta alguma limitação nas suas atividades diárias por motivos de saúde.
  • Vulnerabilidade social e isolamento: Mais de metade dos agregados unipessoais são constituídos por pessoas idosas, e a taxa de pobreza na população sénior atingiu os 21,1% em 2023.

Longevidade+: Resposta Prática da Fundação INATEL

Para fazer face a esta transição demográfica através do associativismo e da proximidade comunitária, a Fundação INATEL apresentou o progresso das suas grandes linhas de ação, nomeadamente o Projeto Longevidade+ e as ações de capacitação que se encontra a desenvolver num contexto de trabalho em rede, envolvendo as áreas de missão do desporto e da cultura.

Na mensagem de encerramento, a Vice-Presidente enfatizou que «envelhecer bem não é só uma questão de saúde. Depende de participação, de aprendizagem, de ligação à comunidade e de sentido». Defendeu ainda a consolidação de redes colaborativas entre autarquias, setor da saúde, ação social e tecido associativo para assegurar que as respostas chegam efetivamente às pessoas mais isoladas.

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